sábado, 28 de agosto de 2010

Quem são os Maias?

A civilização Maia é concebida como tal a partir do momento que se adota a língua como fator caracterizante e unificador de um grupo social. Assim, os Maias não eram concentrados em um território com fronteiras determinadas, mas dispersavam-se ao longo da Península de Yucatán e nas regiões baixas e quentes do Petén. Junto aos Maias encontra-se também o quiché e, aliados, compreendem ricos idiomas responsáveis por vários dialetos. Explodindo–se o limite territorial maia, o quiché era utilizado no norte do México, Belize e demais regiões mesoamericana.
A região maia-quiché é registrada e dividida em três fases, utilizando como critérios o processo de sedentarismo e modo de exploração e uso do território. Pode se dividir em algumas fases esse momento:
a) Antes de 900 a.C, onde ainda eram nômades e sobreviviam da caça e da pesca. A partir de então, guiados pelo grupo mexicano atonacas, passaram a fixar-se a terra, aprimorando suas técnicas de exploração e reorganizando-se tanto em esferas sociais, como econômicas e populacionais.
b) De 317-987 a.C, os Maias concentram-se na região central da península onde, como a arqueologia esclarece, urbanizaram-se. Esse período é denominado como Antigo Império.
c) 987-1697 d.C, época do Novo Império, localizado ao sul de Yucatán e que, diferentemente do que o nome sugere, não é um mero prolongamento do Antigo, fato este demonstrado pela dessincronia nas artes e na arquitetura de ambos. Tendo em vista que tais categorias culturais expressam uma visão de mundo, há de se relevar uma busca por uma alteração no campo mental desta sociedade. É nesse período que o meio social para de ser organizado em torno de centros religiosos e passa a ter um cunho mais bélico, com cerco nas cidades. Há crônicas dessa época que levam a crer que houve uma denominação na região de “homens estranhos vindos do norte”, vindos de Meila. Seu chefe alia-se ao chefe Maia, e transforma Cheichén-Itzá como poço religioso. Após anos de aliança pacífica, o falecimento do líder maia, Quetzalcoalte, levou a constantes guerras e á decadência de Yucatán. Foi nesse cenário de desequilíbrio social que os espanhóis encontram a civilização.
O colapso Maia deve-se a desestatização internam como a queda do sistema tributário, conseqüência de uma baixa considerável na produção agrícola. Em cadeia há fome, mortes etc.

3 comentários:

  1. Meus caros alunos:
    Parabéns pela boa idéia de criar este blog para prolongar a reflexão proposta na disciplina História da América 1.
    Espero que o blog prossiga existindo por muito tempo!
    Que tal trazer para cá as reflexões que faremos no próximo semestre, cursando História da América 2?
    Desde já, aqui vai uma sugestão:
    Por mais sedutores que sejam os temas arqueológicos e míticos, é importante tomar consciência da longa duração da história dos maias e isto significa assumir a realidade de sua existência atual, como maioria da população da Guatemala e em algumas regiões do México.
    Como historiadores, não podemos ignorar o presente ao pesquisar o passado.
    Há muita informação importante a respeito da história dos maias, desde os primeiros contatos com os espanhóis, até a atualidade.
    Aqui vai uma primeira indicação do tipo de questões muito relevantes que o nosso olhar historiador precisa levar em conta, para lidar com os maias como lidamos como nós mesmos (ou seja, como sujeitos históricos que têm antepassados milenares, mas que estão vivos...): http://books.google.com.br/books?id=b0I6PkRUIkwC&pg=PA23&dq=%22civilizaci%C3%B3n+maya%22&hl=pt-BR&ei=HPGATPOOOsH7lweQtLD0Dg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0CDUQ6AEwAg#v=onepage&q=maya&f=false
    Neste livro, há um bom capítulo sobre como se apresenta a questão da educação na Guatemala, onde a cultura maia é tão importante.
    Abraços!
    Jaime

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  2. Se o link não abrir, basta procurar no Google Books por MOYA, RUTH & López, Luis Enrique (org.) Interculturalidad y educación: diálogo para la democracia en América Latina : la interculturalidad en la educación bilingüe para poblaciones indígenas de América Latina. Quito, 49 ICA, 1997. O artigo sobre a Guatemala é da própria Ruth Moya.

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