A civilização maia teve grande manifestação cultural, principalmente através do seu desenvolvimento artístico e científico, o que fez inclusive, com que fossem comparados aos gregos antigos.
A arquitetura, voltada sobretudo para o culto religioso das grandes cidades causa impacto devido a sua grandiosidade, grandes templos, palácios e pirâmides, é caracterizada por abóbadas falsas e hieróglifos esculpidos ou pintados.
A principal manifestação de sua cultura revela-se no plano intelectual: a escrita maia é uma das mais complexas do mundo, é formada por símbolos (hieróglifos), composta por fonogramas (símbolos que representam sons) e por ideogramas (símbolos que representam idéias). Acredita-se que, devido ao grau de complexidade, somente à elite maia tinha acesso a escrita, que fazia parte do cotidiano nas grandes cidades. Com a escrita registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Atualmente 85% da escrita maia já foi decodificada.
Desenvolveram muito a matemática, chegaram a conceber o valor do zero muito antes dos europeus. Também se utilizavam de um sistema de contagem vigesimal.
Também tinham a astronomia bastante desenvolvida, chegaram a organizar um calendário anual bem próximo ao que é utilizado pelas sociedades ocidentais contemporâneas.
Nas artes, a escultura em baixo relevo e as construções eram influenciadas pelo tema religioso. A cerâmica maia também foi bastante desenvolvida, estando entre as mais refinadas do mundo. As pinturas mostram as cerimônias e os momentos que antecediam as batalhas, seu desenvolvimento, e o sacrifício final dos prisioneiros.
A religião maia era politeista. “A base da religiosidade maia pode ser entendida a partir da obrigação que os deuses tinham imposto aos homens, que deveriam obedecer, respeitar e alimentá-los. E o alimento que mais contentava os deuses era o sangue, que eles próprios doaram aos homens, por isso os sacrifícios de animais e de seres humanos eram comuns. Às vezes nem era necessário que o homem fosse morto num ritual, o furo nas orelhas, na língua, nos dedos e a oferenda do sangue já era suficiente para alimentar as divindades. “(Turci, Erica. Maias: Uma história de mistérios que ainda não acabou).
Acreditavam também num mundo cíclico, em que tudo se repetiria eternamente a cada 52 anos.
Quanto a suposta previsão maia de que o mundo vai acabar em 2012, a história não é bem essa, na verdade, a cultura maia acreditava que nessa data se encerraria um ciclo e que começaria um outro.
O fim da civilização maia ainda é um mistério para historiadores e arqueólogos, varias hipóteses foram formuladas. “Quando chegaram ao continente americano, os espanhóis encontraram a sociedade maia em um avançado processo de desarticulação. Para alguns estudiosos, as mudanças climáticas e a ocorrência de lavouras com baixa produtividade foram as grandes razões que determinaram a extinção desta cultura” (Souza, Rainer. A Civilização Maia)
Outras hipóteses surgiram, mas a guerra, doenças, inundações e longas secas, ou ainda a combinação destes fatores são freqüentemente sugeridos como os motivos da decadência.
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